segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Bactérias fixadoras de nitrogênio ajudam a recuperar voçorocas

Preocupada com o avanço das voçorocas na região sul fluminense, há cinco anos a Embrapa Agrobiologia (Seropédica/RJ), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária-Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento iniciou no município de Pinheral um projeto de recuperação destas áreas degradadas. Desenvolvido em parceria com a Embrapa Solos e o Colégio Agrícola Nilo Peçanha, o projeto tem por objetivo criar áreas modelos para que possam ser multiplicadas por empresas ou órgãos públicos para tentar conter a degradação acelerada das terras localizadas na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul.

Para conter o avanço das Voçorocas modelo, os pesquisadores contaram com a ajuda dos alunos do Colégio Agrícola Nilo Peçanha. Sob a orientação de professores e pesquisadores da Embrapa, foram construídas paliçadas com material alternativo como pneu velho e bambu para reduzir o impacto das águas das chuvas nas voçorocas. Além disso, foi preciso utilizar plantas mais resistentes e que pudessem crescer nas condições adversas daquele solo. Para isso, foi empregada a técnica de recuperação de áreas degradadas desenvolvida pela Embrapa Agrobiologia e que já vem sendo aplicada em diversas regiões do Brasil.

A técnica consiste no uso de bactérias fixadoras de nitrogênio associadas a plantas da família das leguminosas. Em laboratório, os pesquisadores identificam as bactérias mais eficientes e produzem as mudas de árvores com esses microrganismos. Depois de uma seleção das melhores mudas, as leguminosas são plantadas em viveiros da Embrapa e encaminhadas a área degradada.

A metodologia utilizada é simples e vem rendendo resultados animadores após estes cinco anos e duas voçorocas revegetadas. A redução da emissão de sedimentos por essas voçorocas chega a 90% já no primeiro ano e próximo a 98% após cinco anos, em função das práticas de contenção aliadas a maior cobertura vegetal e deposição de folhas e galhos pelas árvores, que acaba formando uma espécie de “esponja”, aumentando o tempo de permanência da água no solo e reduzindo os efeitos erosivos.

A produção de sedimentos para o rio nessa região é significativa e os resultados podem ser vistos na turbidez das águas, assim como nos problemas de assoreamento dos reservatórios de Funil e do Sistema Light, que captam água para o abastecimento de 70% da região metropolitana do Rio de Janeiro, afetando diretamente, cerca de 8 milhões de pessoas.

Estima-se que no trecho entre Barra Mansa e Japeri existam hoje aproximadamente mil voçorocas. São cerca de 20 mil toneladas de solo retirados de cada cratera e levados para o curso do rio. Para se ter uma idéia do volume de terra, pode-se dizer que são 2 mil caminhões de aterro. Imaginando que esta situação pode ser repetida mil vezes no trecho mencionado, seriam 2 milhões de caminhões de aterro depositados no rio Paraíba do Sul ao longo do desenvolvimento da voçoroca.


Causas - Voçorocas são crateras nos morros provocadas pela erosão devido as fortes chuvas de verão. Quase sempre, a causa está na retirada da floresta, num solo susceptível a erosão, sendo mal utilizado com atividade agrícola desordenada, queimadas, pisoteio do gado em fortes declividades, excesso de animais na pastagem, que aliado a ação das chuvas culmina nessa situação mais extrema da degradação natural.

Esse artigo foi retirado do site da EMBRAPA, vamos tentar discuti-lo no forum, ele nos servirá de base para dar inicio a discussão.
Segue o link do site, entrem, é muito interessante:
www.embrapa.br

Simbiose: Fórum

http://grupo_simbiose.queroumforum.com/

Fórum

Olá pessoal!
Entrem no nosso fórum para discutirmos a importância da simbiose entre as bactérias fixadoras de nitrogênio e o meio ambiente!
Segue o link
http://grupo_simbiose.queroumforum.com/

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Globo Ciência - Johanna Döbereiner - Parte 2

Globo Ciência - Johanna Döbereiner - Parte 1

Programa Globo Ciência sobre a vida de Johanna Döbereiner. Ela foi uma das maiores cientistas brasileiras. Seu ramo era a Biologia, trabalhando sobre o papel das bactérias na fixação de nitrogênio atmosférico.

domingo, 22 de novembro de 2009

A Fixação Biológica de Nitrogênio, resultante da simbiose entre plantas e bactérias.


Este blog tem como objetivo principal descrever e esclarecer dúvidas especificamente sobre a Fixação Biológica de Nitrogênio, resultante da simbiose entre plantas e bactérias.

As bactérias do gênero Rhizobium são fixadoras de nitrogênio e se associam a vegetais da família das leguminosas. As leguminosas são uma grande família de plantas cuja principal característica é a presença de frutos em forma de vagem, que em botânica é denominado legume. Como exemplo de leguminosas temos o feijão, a soja. Estas bactérias vivem em simbiose com as leguminosas, estas formam nódulos nas suas raízes, onde dentro vivem as bactérias, que absorvem o nitrogênio do ar e com este sintetizam substâncias nitrogenadas, também utilizadas pela planta hospedeira. Em contrapartida, a leguminosa fornece açúcares e outros compostos orgânicos às bactérias de seus nódulos.

Simbiose



Toda vez que dois organismos de diferentes espécies vivem em contato físico próximo para o benefício de ambos, isso é simbiose. A simbiose pode ocorrer entre animais, plantas, fungos ou qualquer combinação entre eles. Cada organismo contribui ativamente com algo que beneficia a sobrevivência do outro e, de volta, recebe algo em benefício próprio.

Alguns simbiontes são tão intimamente ligados que é difícil dizer onde um organismo termina e onde o outro começa. E no caso de simbiontes planta/animal, pode ser difícil dizer se os organismos são plantas, animais, ou um pouco de cada.

A maioria dos simbiontes não têm idéia de que está ajudando a outra criatura. Eles estão somente sobrevivendo da melhor forma que podem, um comportamento instintivo dirigido pela seleção natural.